Estaria o ransomware impulsionando o mercado de computação em nuvem?

Não estou dizendo que o ransomware é uma manobra de mercado ou uma arma de guerra, mas eu tenho certeza de que ele tem ajudado a impulsionar a contratação de serviços de cloud computing.

Hoje, a palavra ransomware já não é mais um termo tão técnico assim. Mesmo para aqueles que pouco se importavam com segurança da informação, a onda de ciberataques mundiais promovidos por este “vírus do sequestro” (ransom, do inglês, resgate) neste ano foi motivo de preocupação.

E se eu perdesse todos os meus arquivos? E se o sistema do meu escritório fosse comprometido? E se as fotos da minha viagem para a Europa fossem criptografadas?

Essas foram algumas das perguntas que muitos fizeram a profissionais de TI quando viram a notícia de os ciberataques serem veiculadas até nos principais telejornais. A resposta destes profissionais foi, basicamente, a mesma: mantenha seus sistemas atualizados, faça backup e, se puder, em mais de um local, como na nuvem!

Para os que já sabiam que a nuvem é a “internet”, especificamente, o serviço que grandes empresas como Amazon, Microsoft, Apple e Google oferecem para o armazenamento (e até processamento) de dados, esse foi o momento de fazer uma checagem nos seus dispositivos e arquivos, para garantir que, caso algo de ruim acontecesse, os arquivos (documentos, planilhas, fotos, vídeos, bancos de dados e etc.) estariam protegidos, na nuvem ou em seu próprio sistema de backup.

Já para os que não sabiam exatamente como funcionava a nuvem, ou para os que até sabiam, mas sempre usavam aquela versão “gratuita e limitada”, foi a hora de, finalmente, assinar aquele plano de alguns dólares por ano para alugar um espaço onde todos os seus arquivos pudessem ser armazenados com segurança e acessibilidade. E, assim, os serviços de cloud computing ficaram ainda mais conhecidos.

Como comentei, não estou dizendo que a Microsoft demorou, propositalmente, para corrigir a vulnerabilidade explorada pelo ransomware WannaCry (que é apenas um dos tipos deste malware), pois, como foi noticiado, a correção foi lançada cerca de um mês antes da primeira grande onda de ataques, ocorrida em maio deste ano. Além disso, um anúncio como este apenas comprovaria o que muitos especialistas em segurança dizem sobre o Windows: um sistema operacional vulnerável!

O fato é que, teoria da conspiração ou não, o ransomware atraiu a atenção de todos para um assunto que, em muitas vezes, é desprezado por grande parte das empresas, a segurança da informação.

O ransomware gerou uma grande movimentação de dinheiro pelo mundo, e, infelizmente, boa parte em prejuízos, por conta de quem foi invadido, que além de ter seus computadores e sistemas inutilizados, ainda precisou (ou optou) por pagar o resgate aos crackers.

Do lado de quem lucrou, além dos cyber criminosos que encheram suas carteiras virtuais de bitcoins, estão as empresas que viram suas receitas aumentarem, como de soluções de segurança e de serviços em nuvem, como a própria Microsoft.

*Com informações de: IDGNow, TecnoBlog, TechTudo e Revista Security.

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